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Monica Dorin Schumer

Psicóloga e Terapeuta Familiar

Especializada em desenvolvimento infantil e conexões entre pais e filhos

Por que as crianças adoecem

É possível que você leitor tenha ouvido falar que algumas doenças são físicas e outras mentais. A diferença no entanto é meramente linguística. Isso porque a “mente” e o “corpo”, na realidade, são partes integrantes do ser como um todo.

Cada emoção a que somos submetidos é um acontecimento físico. Quando se experimenta uma forte reação emocional, mesmo causada por um filme, ocorrem emissões de hormônios, e a química corpórea sofre alterações.

Imaginemos agora uma criança. No começo ela é só sensações corpóreas. Chora quando tem um incômodo. Depois de adquirir todos os dentes pode começar sua comunicação verbal, porém precária. Irá atingir uma comunicação inteligível por volta dos 3 a 4 anos, porém não vamos nos enganar, pois falar corretamente, não significa compreender o que se passa em seu coração.

Nós adultos temos uma enorme dificuldade em separar o que a razão nos diz e o que o coração nos indica. No caminho da indentificação de um problema, para resolução deste, nós adultos podemos chegar ao ponto de tornar-se de um acúmulo tal, que – dependendo da sensibilidade de cada ser – acaba por “sair por outro lado” muitas vezes no corpo. Através de: dores de cabeça, úlceras, pés quebrados e resfriados, colocamos para fora nossa frustração por problemas mal resolvidos.

A criança não é diferente, e muitas vezes na sua inabilidade de se fazer entender, ou mesmo para justamente comunicar de alguma forma o que passa dentro de si, a criança aponta através de seu corpinho o que quer que o adulto entenda.

É claro que nas mudanças: dentição, troca de babá, entrada no colégio, mudança de casa etc.. A tendência da criança adoecer para “digerir” a situação, é quase que esperada. O que vai variar é a intensidade da doença, e a rapidez com que a criança se recupera.

Um modo de minimizar essa situação é o adulto responsável, ou aquele que a criança está mais próxima , se conectar com ela, decifrando assim o código da linguagem infantil. Entrando em contato direto com os sentimentos da criança, o adulto possibilita “a cura”. Clarificando a sitiuação para a criança, acalmando seu coração e por consequência impedindo o sentimento mal resolvido de se tornar doença.

A medicina para desenvolver-se completamente tem que levar em consideração a natureza integrada do ser humano, aprendendo a tratar a psiquê e o corpo como fenômenos inseparáveis, como realmente o são.

Fonte: Saúde do Consumidor